segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Saudades do Rio



Este vídeo retrata bem a minha saudade. Além de ser um dos melhores sopt's publicitarios que já vi, fala do meu Rio de Janeiro de uma maneira tão encantadora como ele merece.
Nesta altura, a saudade bate mais forte que sempre. Lembro-me dos fins de tarde cinematográficos, da galera reunida no fim de semana, do samba, do som, da brisa do mar, do sorriso da criançada... Isso para não falar no carnaval, que fica pesado demais pro meu coração... Ohh saudadee do meu Rio.

sábado, 2 de janeiro de 2010

Esperança no Recomeço

Esta altura do ano dá-me muito o que pensar. Primeiro a retrospectiva do ano que acaba, a superação dos momentos dificeis, a gratidão dos momentos felizes, o cansaço e a alegria de um quotidiano normal. Depois, penso nos planos para o ano que chega. Uma tela branca onde tenho a oportunidade de colorir de muitas formas. Uma caixa cheia de surpresas e cheia de espaço vazio para eu ocupar, preencher com o meu melhor. O ínicio de um novo ano traz a sensação de uma esperança incondicional de que tudo será incrivelmente melhor. Uma esperança forte e confiada que eu desejava sentir todos os dias. O que eu realmente espero para 2010, além de todos os meus desejos mais sinceros, é a capacidade de fazer de cada novo dia, um recomeço. Recomeçar com esperança em dias melhores.

Feliz Recomeço. Feliz 2010!

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

domingo, 22 de novembro de 2009

IDEOLOGIA, eu quero uma pra viver.

Sempre pensei que os sonhos são o combustível para viver a vida. Mas melhor que o Cazuza pra falar disso, acho que é impossível.
O Cazuza, para quem não conhece foi um grande cantor da música brasileira que virou ícone na década de 80, morreu de SIDA aos trinte e poucos anos.
Para mim é um mestre da poesia despretendida e apesar de louco, um sonhador que soube ser feliz nas pequenas coisas.

Enquanto ouvia a música (que partilho aqui) pensava nas minhas ideologias, naquilo que me faz andar para frente, ir a luta, dar a cara. São muitos sonhos, é muita vontade de viver com tudo, sem pesar nem medir amor ou generosidade.
E confesso que no meio de tantos sonhos, eu também já pensei em mudar o mundo. E não acho que isso seja mera pretensão... Mas serei eu capaz de faze-lo no silêncio? Serei eu capaz de mudar o mundo sem belas canções para embalar, sem virar mito, sem nada? Quantos de nós o fazem com ou sem grandes ideologias. E quantos de nós, ainda esperamos por uma ideologia para viver!


quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Ser feliz para sempre: apenas uma utopia?

"Tem muita gente que se distrai e é feliz pra sempre, sem conhecer as delícias de ser feliz por uns meses, depois infeliz por uns dias, felicíssimo por uns instantes, em outros instantes achar que ficou maluco, então ser feliz de novo em fevereiro e março, e em abril questionar tudo o que se fez, aí em agosto ser feliz porque a ousadia deu certo, e infeliz porque durou pouco, e assim sentir-se realmente vivo porque cada dia passa a ser um único dia, e não mais um dia"

Martha Abreu

sábado, 24 de outubro de 2009

Será uma espécie de anestesia?

"Como eu mesma ainda sou tão jovem e cheia de vontade indescritível de não me deixar arrasar e ter a sensação de poder ajudar a preencher vazios surgidos e para isso sentir forças, dificilmente me apercebo de quão empobrecidos, nós jovens, nos encontramos, e quão solitários ficamos. Ou será também uma espécie de anetesia?"

Acabei de ler esse pequeno trecho do Diário de Etty Hilesum e as palavras dela ficaram (ficam sempre) sobrevoando os meus pensamentos de uma maneira que me obriga a pensar com alguma profundidade, talvez nem tanta como ela, mas mesmo assim é descer fundo na consciência que tenho da vida, de mim, do mundo. De repente pensei nas anestesias que vivemos ou que fingimos viver, não sei bem. Estar anestesiado é ter dor e não a sentir, saber que ela está lá mas não confrontar-se de frente com o que dói. E isso também pode ser um estado de indiferença de tudo o que corre mal a volta. É como não dar importância nem a minha capacidade de bem nem à aquilo que sou capaz de melhorar.
Ás vezes sinto-me com uma enorme responsabilidade de "ajudar a preencher vazios surgidos" e sinto que posso faze-lo, então me encho de forças. Outraz vezes, mudo a estratégia para um otimismo pouco fundamentado que me anestesia de tudo isso. E agora pergunto: qual é o limite entre a minha força para Ser e fazer e a minha pequenez?

domingo, 11 de outubro de 2009

Amigos, de Oscar Wilde

“Não escolho os meus amigos pela cor da pele ou por outro arquétipo qualquer, mas pela pupila: tem que ter brilho questionador no olhar e tonalidade inquietante. A mim não interessa os bons de espírito nem os maus de hábito. Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo; deles não quero resposta, quero meu avesso; que me tragam dúvidas e angústias e aguentem o que há de pior em mim. Para isso só sendo louco. Quero-os santos para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pela injustiça. Escolho meus amigos pela cara lavada e pela alma exposta. Não quero só o ombro ou o colo, quero também a sua maior alegria: amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto. Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade. Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça. Não quero amigos adultos ou chatos, quero-os metade infância, metade velhice. Crianças para que não esqueçam o valor do vento no rosto e velhos para que nunca tenham pressa. Tenho amigos para saber quem eu sou, pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei que a normalidade é uma ilusão imbecil e estéril.”