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terça-feira, 16 de novembro de 2010

Vamos nos permitir

” Gosto de pensar assim: se a gente faz o que manda o coração, lá na frente, tudo se explica. Por isso, faço a minha sorte. Sou fiel ao que sinto. Aceito feliz quem eu sou. Não acho graça em quem não acha graça. Acho chato quem não se contradiz. Às vezes desejo mal. Sou humana. Sou quase normal. Não ligo se gostarem de mim em partes. Mas desejo que eu me aceite por inteiro. Não sou perfeita, não sou previsível. Sou uma louca. Admiro grandes qualidades. Mas gosto mesmo dos pequenos defeitos. São eles que nos fazem grande. Que nos fazem fortes. Que nos fazem acordar. Acho bonito quem tem orgulho de ser gente. Porque não é nada fácil, eu sei. Por isso continuo princesa. Continuo guerreira. Continuo na lua. Continuo na luta. No meio do caos que anda o mundo, ACEITAR É SER FELIZ “

Vamos viver tudo o que há para viver. Vamos nos permitir!

sábado, 13 de novembro de 2010

Sobre Amizade

Adiei pensando que saberia como começar. Não sei. Nem vou aprender. Falar de coisas como essa me deixa sempre sem palavras. Deve ser porque acho sempre pouco. Há coisas que nos transcedem. Uma delas é esse sentimento arrebatador, forte, verdadeiro, divino, eu diria. Um sentimento meio cúmplice, meio preocupado demais. Um pouco misterioso, um pouco acolhedor, um pouco mágico, um pouco simples. Ora essa! Palavras para quê? Qualquer definição poética fica aquém. Qualquer "eu te amo" gritado, escancarado, arremessado, riscado, rabiscado, lançado ao vento, continua sendo quase nada perto de tudo isso. É qualquer coisa que nos faz sentir importantes. Uma sensação bem real e bem gostosa de que somos todos uma única família. Nos faz acreditar que o amor é capaz de dominar o mundo, que a simplicidade e a sinceridade são capazes de conquistar até o iceberg mais gelado do Universo. É um calor que oriunda do coração e escorre por palavras de carinho, gestos, atitudes e conversas... Do que estou eu a falar afinal? Acho que posso usar a definição corriqueira, embora não acredite que todos saibam verdadeiramente o que é sentir essa ligação. Confesso: falo de amizade, meus caros! Aquela que a gente faz e parece que vamos ter para sempre, uma bengala forte onde se apoiar. Aquela que a gente conquista e exibe como o melhor troféu de todos os campeonatos. Aquela que a gente divide, com quem a gente conta e para quem a gente conta todos os pecados e virtudes. Aquela com quem a gente sofre junto, chora, grita, comemora. Aquela que a gente ama mesmo quando deixa de aparecer nos nossos dias. E inventa outras formas de cuidar quando não está perto. Amizade verdadeira é o espelho do céu. É a forma mais bonita e mais criativa que Deus criou de estar perto. Amizade verdadeira enche a alma de esperança, de força, de coragem. E enche a vida de cor. Amizade verdadeira nem precisa de tempo para nascer. Porque na verdade, ela sempre existiu.
"A gente não faz amigos. Reconhece-os"

Em homenagem á minha Carol, o meu mais novo espelho do céu.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Até já

“Não poderia desembaraçar-me de algo que não possuo, que não fiz, nem vivi. Uma liberação real só é possível se fiz o que poderia fazer, se me entreguei totalmente a isso ou se tomei totalmente parte nisso. Se me furtar a essa participação, amputarei de algum modo a parte de minha alma que a isso corresponde. O homem que não atravessa o inferno de suas paixões também não as supera. Elas se mudam para a casa vizinha e poderão atear o fogo que atingirá sua casa sem que ele perceba. Se abandonarmos, deixarmos de lado, e de algum modo esquecermo-nos excessivamente de algo, correremos o risco de vê-lo reaparecer com uma violência redobrada”.
C. G. Jung


P.s. Daqui a pouco e com um pouco mais de tempo, escrevo sobre a visita da Carol e sobre um sentimento que acabo de batizar de: amizade instantaneamente verdadeira. Até já.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Descobri. E agora?

O meu coração é pequeno para tudo o que sinto, para o que sou na maior parte das vezes. É pequeno para caber tudo o que é me dado. Meu coração é pequeno e é por isso que transbordo. Todos os sentimentos e emoções que não cabem arrumadinhas dentro dele, saem e espalham-se. Tranformam-se em cartas que escrevo, poesias que invento, palavras que jogo na cara, na minha e na dos outros. Querem transformar-se em alguma coisa para fora. Em serviço, em doação, em amor gratuito. Porque é demais só para mim e preciso partilhar. Dar á todos, dar aos que amo e dar também á qualquer um. O meu coração é pequeno para tanto e é por isso que transbordo. Sou uma ebulição de sentimentos, todos verdadeiros, todos doloridamente intensos, todos com um pouco de mim e um pouco de imensidão. Descobri agora a minha transparência, a minha urgência em dizer e fazer. Descobri agora o motivo da minha intensidade, da minha falta de contensão, e daquilo que chamam loucura. Descobri agora o porquê da minha vontade de saltar no escuro, voar para o desconhecido, entregar a alma. Descobri o que me leva a ser tão confiante e tão inconsequente ás vezes: meu coração. O meu coração não cabe só dentro de mim. O meu coração é o mundo inteiro. O mundo que cabe no meu abraço, o mundo onde chego e onde quero chegar.

"Onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração."

domingo, 17 de outubro de 2010

O tigre e a neve

Esse texto não pretende ter nenhum caráter crítico, até porque não saberia escrever uma crítica á altura e seria comprometedor demais falar de forma leviana sobre o filme.

Desprentesiosamente, partilho a minha opinião: é uma história fantástica, inspiradora, romântica, leve. Fala da vida, do amor, da guerra e da fé de uma maneira muito subtil e genuína. Conta-nos uma história de amor (muito diferente dos clichês habituais, com uma pitada de loucura e confusão) entre Attilio, poeta e professor universitário, e Victória, uma escritora que viaja para Bagdá durante a guerra entre os EUA e o Iraque.
Attilio pode parecer uma figura meio patética em algumas cenas, mas tornou-se uma inspiração para mim. Um homem louco, intenso, apaixonado e simples. Com alma de poeta, um sotaque irresistível e muita vontade de viver.
Essa semana, acordei num dia chuvoso e frio, com olheiras e sono, mil coisas marcadas na agenda e sem vontade nenhuma de levantar da cama. Sem querer, me lembrei dele e da cena do filme que partilho aqui em baixo.



Acho que é disso que precisamos: paixão! Viver a vida com amor, com poesia. Fazer da vida uma poesia. Nos encantarmos por coisas simples. Lutar pelo que acreditamos. Acreditar nos sonhos, acreditar em sonhos grandes! Precisamos ser feliz. Precisamos ser feliz para tudo, até para estar triste. E pensando bem, a vida não passa disso mesmo: a procura e o encontro com a felicidade.

P.s. Peço desculpa por não ter legenda, mas não encontrei a versão legendada. Fica aqui algumas notas de tradução das mensagens mais importantes:

"Apaixonem-se! Se não nos apaixonamos, fica tudo morto!"
"Espalha alegria. Mas se tiveres triste, que seja com exuberância."
"Para transmitir felicidade, é preciso ser feliz. Para transmitir dor, é preciso ser feliz. Não se preocupem com o sofrimento, todo mundo sofre! [...]"

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Para quem não gosta do que faz...


Á minha volta, cinco mesas, cinco homens de negócios. Na minha mesa, uma pilha de papéis com estatísticas, gráficos, análises macroecónomicas. Eu juro que estava a adorar o meu monte de números. Estava, até perceber que não ia conseguir despachá-los tão rapidamente quanto gostaria. O mercado de trabalho é duro. O mercado dos estagiários, se existisse tal terminologia, é ainda pior. Além de trabalhar mais, a conta bancária não vê cifrões (no caso, euros) no fim do mês. Então, aonde buscar a motivação quando não se gosta do que se faz?

Cada vez que me conheço melhor, me assuto mais com a minha necessidade em apaixonar-me pelas coisas que me envolvem. Sinto que isso faz toda a diferença quando a questão é dar tudo e fazer o meu melhor. Mas quando isso não é possível (e ás vezes, não é mesmo!) tento encontrar, insistentemente, o lado bom da situação. E caso não haja, há, pelo menos, qualquer coisa cómica para contar. (Por exemplo, é cómico chegar segunda-feira no escritório e falar sobre futebol com os colegas de trabalho, porque é o único assunto com o qual se pode manter uma conversa. Mesmo quando não se entende nada sobre futebol.)
A teoria da relatividade também tem me ajudado. Afinal, é tudo uma questão de "olhos", olhar e ver que nada é definitivo, nada é totalmente desesperante e absolutamente nada é capaz de me fazer parar! (E agora, como plano de fundo começa a música "é melhor ser alegre que ser triste..." cantada pela voz do meu pai, batucando na mesa da cozinha e repetindo a mesma frase durante a música toda. Dá até para me sentir motivada com isso!)

Nesse momento da minha vida, a minha motivação prende-se no futuro, o que não torna as coisas mais leves, por incrível que pareça. Continuo fazendo contas, mesmo quando não se trata do trabalho. Conto as horas, os dias e os meses que faltam para os meus dias melhores. Daqui a dois meses, me despeço da empresa. Daqui a oito meses, me despeço da faculdade e... haverá ainda outra despedida.

P.s. Se isso fosse um diário (ainda bem que não é, exatamente!) acreditem que eu não escolheria tão bem as palavras e as frases para manifestar insastifação momentânea.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

O Inverno na vida

Menos sete graus na temperatura habitual. A chuva bate forte na janela, o vento canta sozinho do lado de fora, chamando a atenção. Casacos e guardas-chuva voltam para o armário do dia-a-dia. O céu transforma-se em cinza, as nuvens encobrem os pássaros e a arquitectura histórica da cidade (do Porto, nesse caso) ganha uma beleza diferente.
Acabaram-se os dias de sol, não se sabe quando vão voltar. Já não tem a mesma graça passear á beira-mar. A Foz do Douro quase perde o seu encanto. Troca-se as ruas pelo aconchegante sofá de casa. Os encontros de verão e as viagens à Costa, pelo estudo intensivo ou no máximo, por filmes clássicos debaixo do cobertor. É a altura certa para se deixar embalar por Bob Dylan, Zeppelin ou até Pink Floyd. É a altura certa para hibernar o pensamento em longas conclusões sobre a vida, sobre o futuro, sobre coisas sérias que ninguém gosta de dar muita importância, inclusive eu.
Acho que o inverno existe na vida interior também. Um tempo mais calmo e ao mesmo tempo mais propicio à grandes mudanças. O que pode ser consolador ou uma verdadeira avalanche. Pessoalmente o que sinto é que aproxima-se uma grande revolução! O meu inverno interior será intenso, cheio de decisões, de planos e de emoções á mistura. Se eu não fosse eu, diria que o que importa agora é manter a cabeça ocupada, focada e sem espaço para grandes desvios. No fundo, acho que seria a melhor opção: segurar tudo num limite exacto de controlo e objectividade. Mas... e se eu quiser me deixar transformar num campo de batalha onde caibam toda a minha loucura e seriedade?

sábado, 2 de outubro de 2010

Nota da emoção

Sentia o coração pular no peito. As pernas tremeram, as mãos suaram. Sem sentir, uma lágrima discreta escorregou pelo rosto. Do lado de dentro, um vazio gigante chamado saudade. Do lado de fora, o ipod tocava as mesmas músicas e o colo do irmão curaria quase tudo. Sem encontrar nenhum motivo que justificasse tal ilusão, deixou-se estar. Vuou, voltou. Vuou e voltou. Vuou de novo e há de ser sempre assim. Solenidade e risco. Sereno e fogo. Passado e futuro. Coração e razão. Maturidade e sonho. E um limite térnue que vai do sentimento á realidade, e ao sentimento verdadeiro que já não existe.

Um dia há se ser só poesia, como diria o senhor da Viola, é assim que o samba vem, carregado de saudade e emoção.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Sobre Jazz

Entre as minhas muitas tentativas de aproximar os meus números á arte, esta semana resolvi poupar algum tempo de sono para ouvir jazz num "jam sessions" que descobri lá no fim da minha rua e adorei. É algo que me inspira, me enche a alma de boemia. É simples e é na simplicidade que se torna deliciosamente num plano de fundo para a vida.
Não sou uma entendida no assunto, que me desculpe Davis, Coltrane ou Parker. Não discuto estilos, não entendo nada de arranjos ou tons ou melodias cuidadosamente compostas para impressionar os leigos. O que o jazz me dá é só sentimento, coisa de dentro, poesia, imaginação, sonho. É um embalar que me leva de volta para o futuro, para o passado e para outro lugar qualquer que não este.
Fico a imaginar os anos 60, 70 em Chicago, Manhatan ou mais tarde, o Rio de Janeiro com a bossa de Jobim e Edgberto. Dá vontade de sentar na varanda, de frente para a cidade adormecida, beber um chá, um vinho ou cerveja mesmo, deixar a música rolar, deixar o coração bater e o futuro chegar.

domingo, 26 de setembro de 2010

Não sei economizar

Há fases na vida da gente em que a estabilidade não interessa. Queremos correr riscos. Eu acho que sempre estive na fase dos riscos. Tudo bem, isso é coisa de personalidade, mais activa, menos activa, mais positiva ou menos, intensidade ou calma. Tanto faz. Se a psicologia puder explicar, facilita a propagação da minha teoria. Mas se não puder, não faz diferença. Pode até ter a ver com o sangue brasileiro nas minhas veias, ou com a minha profissão dinâmica vinte-e-quatro-horas-por-dia. Pode ter a ver com as minhas crenças, objectivos, ideais. Não sei de que forma tudo isso está ligado, o que sei é que o que me empurra na vida, são os desafios! E desafio nem sempre é coisa grande. Aliás, na maior parte das vezes, os desafios mais difíceis são os pequeninos.
Ahhh... Querem mesmo saber? Acho uma estupidez ficar ecomizando! Economia só serve para as contas financeiras. Quando se trata da vida pessoal, é uma perda de tempo! Partindo do princípio que tudo nos é dado e portanto nada é verdadeiramente nosso, para quê poupar sentimentos, carinho, atenção, alegria? Onde é que está escrito que não é educado, gritar para o outro lado da rua: "Ei amigo, estás bonito hoje!", ou então admitir sem rodeios: "Eu gosto muito de ti. Te acho o máximo!" Porque é que algumas pessoas acham que ter classe, ter controlo e poder sobre as coisas da vida é manter uma postura erecta, sem se comprometerem demasiado, dando apenas um pouco de simpatia, um pouco disso e daquilo, e um pouco de nada que entregue realmente o que vai na alma?
Ahhh... acho uma estúpidez essa etiqueta toda. Se o coração fosse feito para se enconder, para bater ritmadamente e sem muitas alterações, teríamos o cérebro no lugar dos olhos. E um protocolo de regras e comportamentos para todas as relações. Seria quase como uma linha de montagem, onde os custos são calculados previamente sem hipótese de alterações ou perdas, e o resultado final é sempre o mesmo.
Não sei porque perdemos tanto tempo controlando-nos. Na minha opinião, é uma bobagem! Prefiro deixar a alma exposta do que ter a sensação que não dei tudo, não disse tudo, não fiz tudo. Prefiro ter o coração ansioso, expectante e alegremente são, do que ter uma vida morna, onde tudo está minuciosamente sob controlo, etiquetado e justificado. Acho verdadeiramente sem-graça uma vida de poupanças.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Amanhã

Hoje acordei com uma esperança incrivelmente boa e grande de que o futuro pode ser maravilhosamente melhor e surpreendente! E ele - o futuro - está quase a chegar.
Quis registar para que se fugisse a sensação, ficasse a certeza.


"Qualquer amor -até aqueles que a gente inventa- merece nossa total indulgência, porque quem costuma estragar tudo, caríssimos, somos nós."

Carolina em_os sonhos de amanhã.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Desaperta coração

Há uma sensação engraçada que por vezes sinto desapontar no cantinho do coração - controlado sob altas doses de maturidade - que é qualquer coisa como um não pertencer, que ora briga com a liberdade por não ser livre e ora briga com a calma por não ser seguro nem firme.
É qualquer coisa que eu poderia chamar de crescimento. Disfarça as cicatrizes da luta. Justifica os caminhos para a felicidade. Assume o comando nos dias mais tristes tentando convencer-me de que viver não é mais como antigamente. É qualquer coisa que faz voar o pensamento para longe. Tenta recuperar as marcas pelo caminho. E cria planos para o futuro para fazer-me viver o presente com objectividade. É quase como não ter. Não ter raízes presas, nem amarras físicas, nem certezas de quase nada. É qualquer coisa que eu poderia chamar de subjectivo se não fosse tão claro na maior parte das vezes. E até poderia chamar de liberdade se não fosse tão egoísta. Poderia também chamar de solidão se não visse de cada vez, quem caminha comigo. Poderia chamar de saudade, e não seria mentira. Mas essa já roubou o protagonismo tantas vezes que prefiro não pensar em sentimentalidades. No fundo, o que faz apertar o coração de vez em quando é qualquer vontade grande de ser maior e ir mais longe e mudar constantemente a rota. Não por insastifação! Talvez por perfeccionismo, ambição ou amor a mais.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Saudades do Rio



Este vídeo retrata bem a minha saudade. Além de ser um dos melhores sopt's publicitarios que já vi, fala do meu Rio de Janeiro de uma maneira tão encantadora como ele merece.
Nesta altura, a saudade bate mais forte que sempre. Lembro-me dos fins de tarde cinematográficos, da galera reunida no fim de semana, do samba, do som, da brisa do mar, do sorriso da criançada... Isso para não falar no carnaval, que fica pesado demais pro meu coração... Ohh saudadee do meu Rio.

sábado, 2 de janeiro de 2010

Esperança no Recomeço

Esta altura do ano dá-me muito o que pensar. Primeiro a retrospectiva do ano que acaba, a superação dos momentos dificeis, a gratidão dos momentos felizes, o cansaço e a alegria de um quotidiano normal. Depois, penso nos planos para o ano que chega. Uma tela branca onde tenho a oportunidade de colorir de muitas formas. Uma caixa cheia de surpresas e cheia de espaço vazio para eu ocupar, preencher com o meu melhor. O ínicio de um novo ano traz a sensação de uma esperança incondicional de que tudo será incrivelmente melhor. Uma esperança forte e confiada que eu desejava sentir todos os dias. O que eu realmente espero para 2010, além de todos os meus desejos mais sinceros, é a capacidade de fazer de cada novo dia, um recomeço. Recomeçar com esperança em dias melhores.

Feliz Recomeço. Feliz 2010!

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

domingo, 22 de novembro de 2009

IDEOLOGIA, eu quero uma pra viver.

Sempre pensei que os sonhos são o combustível para viver a vida. Mas melhor que o Cazuza pra falar disso, acho que é impossível.
O Cazuza, para quem não conhece foi um grande cantor da música brasileira que virou ícone na década de 80, morreu de SIDA aos trinte e poucos anos.
Para mim é um mestre da poesia despretendida e apesar de louco, um sonhador que soube ser feliz nas pequenas coisas.

Enquanto ouvia a música (que partilho aqui) pensava nas minhas ideologias, naquilo que me faz andar para frente, ir a luta, dar a cara. São muitos sonhos, é muita vontade de viver com tudo, sem pesar nem medir amor ou generosidade.
E confesso que no meio de tantos sonhos, eu também já pensei em mudar o mundo. E não acho que isso seja mera pretensão... Mas serei eu capaz de faze-lo no silêncio? Serei eu capaz de mudar o mundo sem belas canções para embalar, sem virar mito, sem nada? Quantos de nós o fazem com ou sem grandes ideologias. E quantos de nós, ainda esperamos por uma ideologia para viver!


quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Ser feliz para sempre: apenas uma utopia?

"Tem muita gente que se distrai e é feliz pra sempre, sem conhecer as delícias de ser feliz por uns meses, depois infeliz por uns dias, felicíssimo por uns instantes, em outros instantes achar que ficou maluco, então ser feliz de novo em fevereiro e março, e em abril questionar tudo o que se fez, aí em agosto ser feliz porque a ousadia deu certo, e infeliz porque durou pouco, e assim sentir-se realmente vivo porque cada dia passa a ser um único dia, e não mais um dia"

Martha Abreu

sábado, 24 de outubro de 2009

Será uma espécie de anestesia?

"Como eu mesma ainda sou tão jovem e cheia de vontade indescritível de não me deixar arrasar e ter a sensação de poder ajudar a preencher vazios surgidos e para isso sentir forças, dificilmente me apercebo de quão empobrecidos, nós jovens, nos encontramos, e quão solitários ficamos. Ou será também uma espécie de anetesia?"

Acabei de ler esse pequeno trecho do Diário de Etty Hilesum e as palavras dela ficaram (ficam sempre) sobrevoando os meus pensamentos de uma maneira que me obriga a pensar com alguma profundidade, talvez nem tanta como ela, mas mesmo assim é descer fundo na consciência que tenho da vida, de mim, do mundo. De repente pensei nas anestesias que vivemos ou que fingimos viver, não sei bem. Estar anestesiado é ter dor e não a sentir, saber que ela está lá mas não confrontar-se de frente com o que dói. E isso também pode ser um estado de indiferença de tudo o que corre mal a volta. É como não dar importância nem a minha capacidade de bem nem à aquilo que sou capaz de melhorar.
Ás vezes sinto-me com uma enorme responsabilidade de "ajudar a preencher vazios surgidos" e sinto que posso faze-lo, então me encho de forças. Outraz vezes, mudo a estratégia para um otimismo pouco fundamentado que me anestesia de tudo isso. E agora pergunto: qual é o limite entre a minha força para Ser e fazer e a minha pequenez?

domingo, 13 de setembro de 2009

Amizades a 3

Falar de Amizade e da amizade de uma forma concreta e pessoal traz-me imensas coisas á mémoria. É dificil pensar nisso superficialmente e ao mesmo tempo é dificil explicar a profundidade que traz essa palavra e a realidade que envolve. Há muitas definições poéticas para o sentimento de amizade, coisas que me fascinam muito e que dizem muito sobre o que eu vivo na minha vida concreta. Outro dia ouvi dizer: "A amizade é a super abundância do amor" e pensei comigo mesma como isso explicava tudo! De facto o amor genuino que existe numa amizade verdadeira transcede qualquer receita, qualquer conjunto de palavras bonitas, qualquer diferença. Transcede até a noção humana do limite de afecto. E mesmo no exagero da afeição conhece a paz de ser livre e paciente. É, de facto, uma experiência consoladora. Um dom, uma graça, um presente de Deus. E é nesse contexto de presente que surge ainda a responsabilidade pelo outro. Uma responsabilidade que vai para além do cuidado e da atenção, uma responsabilidade confiada, com o desejo de crescer, de ser próximo numa troca consciente e profunda.
Sinto que nas minhas relações mais próximas, não sou apenas eu e o outro que crescemos nesta troca e com esta responsabilidade. Sinto que o modelo de amigo que tenho, que é Jesus, faz toda a diferença. É a base para a construção de uma verdade sólida e ao mesmo é o motivo de um projecto comum de união e amor, que não fica só entre nós os dois, mas onde cabe o mundo todo num abraço... São essas relações construidas a três que me transformam no melhor de mim e que deixam cada vez mais forte a minha vontade de amar o mundo como ao meu melhor amigo.

domingo, 19 de julho de 2009

Children see. Children do.





Quando vi este vídeo, depois de analisar o marketing e a criatividade que ele envolve, deixe-me tocar no coração. E apartir de uma ideia simples, engraçada até, percebi a grandeza da mensagem: a responsabilidade que temos. Uma responsabilidade que cresce com o passar dos anos e que exige coerência e respeito. A coerência e o respeito que damos, ou que devemos dar para construir relações sólidas e verdadeiras, para ser inteiro em tudo o que se faz, para lutar com confiança, vencer com humildade, crescer com compromisso! Para viver um presente de beleza e para planear um futuro com segurança. É isto que somos chamados a fazer. Seja como for. Esta é a missão, ou a obrigação de todos nós: dar o exemplo! E um exemplo bom.